Brasil, quinta-feira, 21 de agosto de 2014
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Jô Moraes será homenageada este ano com Diploma Bertha Lutz

A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) é uma das cinco mulheres que serão homenageadas na 12ª edição do diploma Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, que o Senado concede todos os ano para mulheres com atuação em áreas como assistência social, direitos femininos, saúde e educação. As outras agraciadas são a educadora Adélia Moreira Pessoa, as ativistas Amabília Vilaronga de Pinho Almeida e Telma Dias Ayres e a missionária Luzia Santiago.
A comenda será entregue em sessão solene do Congresso Nacional marcada para as 11 horas desta quarta-feira (6), no Plenário do Senado. quando se comemora o Dia Internacional da Mulher – 8 de Março.

Conheça as agraciadas:

Jô Moraes

Natural de Cabedelo (PB), Jô Moraes iniciou sua militância política como estudante secundarista nos tempos mais sombrios da história do Brasil. Mesmo na clandestinidade foi responsável por elaborar informes sobre a questão da mulher em congressos partidários. Integrou o movimento feminino pela anistia e, a partir da redemocratização do país, os movimentos e organizações de mulheres que surgiram no período. Atualmente é deputada federal e exerce a presidência da Comissão Parlamentar Mista que analisa a ação do estado no enfrentamento à violência contra a mulher. Em 1982, foi coordenadora da Comissão Pró-Federação de Mulheres de Minas Gerais, também sendo eleita como a primeira presidenta do Movimento Popular da Mulher de Belo Horizonte. Em agosto de 1988 em Salvador, foi eleita a primeira presidenta da União Brasileira de Mulheres. Jô Moraes também é autora de dois livros sobre discriminação de gênero: Pelos Direitos e Pela Emancipação da Mulher e Esta Imponderável Mulher. É membro-fundadora do conselho editorial da revista Presença da Mulher e autora de artigos para publicações especializadas sobre o assunto. Em sua ação legislativa buscou priorizar projetos do gênero, como, por exemplo, a proposta para o pagamento pelo poder público de pensão indenizatória aos dependentes das vítimas fatais de crimes de violência doméstica e o que sugere a criação do Programa de Apoio às Chefes de Família Desempregadas.

Adélia Moreira Pessoa

Uma história de vida pautada na defesa da cidadania está associada ao nome da indicada, nascida em São Gonçalo (MG), onde começou sua vida profissional como professora primária nos idos de 1968, na periferia de Belo Horizonte. Chegou em Aracaju em dezembro de 1973 e, disposta a recomeçar a vida profissional, no ano seguinte ingressou no curso de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Como conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), atuou como membro da Comissão de Acompanhamento da Constituinte e da Comissão do Ensino Jurídico. Desde 1999, atua na Diretoria Estadual do Instituto Brasileiro de Direito de Família, onde busca contribuir para a criação de novos paradigmas e valores, garantindo os direitos constitucionais do ser humano, em especial no âmbito familiar. De abril a dezembro de 2006 assumiu a direção da Escola de Gestão Penitenciária, da Secretaria de Estado de Justiça de Sergipe, realizando trabalho que se mostrou vitorioso ao definir a educação como elemento de valorização dos servidores, visando a um tratamento digno para os internos. Na luta em defesa da mulher e no enfrentamento da violência doméstica, Adélia Passos ministra cursos e palestras, organiza e participa de conferências e seminários.

Amabília Vilaronga de Pinho Almeida

Desde cedo Amabília tornou-se ativista na luta pelos direitos das mulheres. Já em 1952 vinculou-se à Associação Feminina da Bahia. Como seguidora do Movimento Nova Escola, cujo manifesto de fundação teve a assinatura de nomes como Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo e Cecília Meireles, militou entre os anos 1950 e 1960 pela universalização da escola pública, laica e gratuita. Em 1964, no dia do golpe militar, então candidata à presidência da Sociedade Unificada dos Professores, participava de caminhada até o palácio do governo. Depois, afastada do serviço público por força do Ato Institucional nº 2,  juntou-se a colegas e fundou uma escola privada ainda hoje referência de boa educação. Sem nunca abandonar a luta em defesa dos direitos das mulheres, Amabília filiou-se ao então MDB e ajudou a formar o MDB Mulher. Foi ainda fundadora do Movimento Feminino pela Anistia e atuou em defesa da Assembleia Nacional Constituinte e pelas eleições diretas. Com o fim da ditadura integrou-se ao PMDB. Tendo sua liderança reconhecida nos movimentos de mulheres e educadores, ela foi eleita vereadora com mandato de 1983 a 1986, e em 1986, como deputada estadual constituinte da Bahia. Não descuidando da assistência social a crianças, adolescentes e idosos, adicionou à assistência atividades de formação para a cidadania.

Luzia de Assis Ribeiro Santiago

Luzia Santiago, formada em Serviço Social e Filosofia, é natural de Virgínia (MG). Missionária e co-fundadora da comunidade Canção Nova, associação internacional de fiéis da Igreja católica.  É membro do Conselho Deliberativo da Fundação João Paulo 2. Esta fundação criou, há três anos, o Núcleo Social Coração Solidário, composto pelo Progen – Projeto Geração Nova, Casa do Bom Samaritano, Mãos que Evangelizam, Posto Médico Pe. Pio e Instituto Canção Nova, atuando nas áreas de saúde, educação e assistência social. Luzia é também vice-presidente da Associação Privada Internacional de Fiéis. Já publicou vários livros e apresenta programas voltados para o público feminino, pela TV Canção Nova.

Telma Dias Ayres

Telma Dias Ayres, que nasceu em Vitória (ES), é um exemplo de dedicação à causa oncológica no estado do Espírito Santo. Como presidente da Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer desde 1983, ela é voluntária desde 1960. Sua história de vida se confunde com a da associação, doando seu tempo e esforço para que os pacientes com câncer ganhem um tratamento mais humanizado. Tornou-se também presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Rita de Cássia, mantido pela associação. Juntamente com suas seguidoras, Telma exerce cidadania ativa, estimula a criação de políticas públicas de saúde, briga por igualdade e pela humanização do paciente oncológico do Sistema Único de Saúde (SUS), acreditando nos valores humanos e na possibilidade de fazer diferença.

Da Redação em Brasília
Com Agência Senado

(atualizada às 11h40 em 6/3/13)




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